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sábado, julho 14, 2012

Saturday in pic's - Porto



























Hoje o dia foi passado pelo centro do Porto. O passeio iniciou-se nos jardins do Palácio de Cristal. Embrenhamo-nos pelas ruas mais 'escondidas' da cidade à descoberta do grande tesouro que possui por casa ruela. Percorremos os caminhos do Romântico que foram reabilitados por altura do 'Porto 2001 - capital europeia da cultura'. Digo-vos que gosto de ir assim à descoberta, mas encontramos ruelas com paredes completamente vandalizadas. Casas que outrora foram da burguesia portuguesa e que desde há muito tempo se encontram a cair aos pedaços. Juro que me mete confusão. Gosto de história. Gosto das coisas que transmitem história, que transmitem algo que os nossos antepassados foram e fizeram. Gosto dos pormenores dos arcos, das escadarias íngremes, das fachadas ou janelas, das igrejas, do eléctrico, do Rio Douro, do meu Porto que gosto de visitar nas entranhas. 
Não gosto de querer entrar num sítio e pagar. Pagar para conhecer alguma coisa da minha cultura. Não! Todos os sítios de visita deviam ser livres para que qualquer pessoa possa apreciar a sua beleza, a sua história, a sua 'personalidade'. 
Nunca tinha andado de eléctrico (ou se calhar andei em pequena e já não me lembro)! A-D-O-R-E-I! :D 
Tenho muita pena que a rede esteja muito reduzida. Apenas existem 3 linhas. Viajei desde a Arrábida até ao Infante. Foi lindo. Adoro coisas antigas! Parecia os cães que põem a cabeça de fora da janela do carro. Eu fi-lo na janela do eléctrico.

Já vos disse que adorei todas as peripécias deste dia? :D

Look de hoje
Camisa: Throttleman
Top: loja local
Calças: Tiffosi denim
Sabrinas: Primark 2012
Colar: H&M 2012
Relógio: Eletta
Pulseiras: Mango e loja local


quinta-feira, novembro 17, 2011

Meu Porto *




Hoje o solinho brilha na cidade do Porto apesar de algum frio :)
E eu já me encontro melhorzinha porque andava com umas dores de garganta atrás de mim para carregar!

Felizmente o cházinho de limão com mel fez milagres, milagreiros, miraculosos! :P

quinta-feira, outubro 21, 2010

Life is live

 Always feeling something
 Always feeling someone
 Always feeling wind
 Always imagine future
 Always feeling touch
 Always feeling sun burning my skin

Life is live

End

terça-feira, junho 30, 2009

O Jardim


Assim que o sol raiava pela janela do seu quarto, ele saía, pacífico, para ir contemplar o Jardim. Percorria a grande velocidade o caminho que o separava do velho portão de ferro e quando lá chegava agarrava-se a ele, sonhador, ficando a olhar através das grades para aquela imensidão verde, salpicada de todas as cores, de flores, animada pelo chilrear melódico de todos os pássaros, de todas as formas, com todas as cores. Depois desse momento de pasmo, quase convertido em espasmo, iniciava a sua série de infrutíferas tentativas com o objectivo de transpor o portão. Tentava saltar por cima, mas era demasiado alto; tentava passar por baixo, mas havia apenas uns centímetros; lateralmente, o gradeamento prolongava-se até ao horizonte e, uma por uma, todas as hipóteses de transpor aquele portão iam sendo descartadas. Tentou tudo menos colocar a mão na chave e rodá-la, porque lhe parecia demasiado fácil. Um dia fê-lo, a porta cedeu e ele fechou os olhos, expectante. Deu um passo em frente e com a inspiração profunda abriu-os de novo. Assim ficou, paralisado, largos minutos, boquiaberto, fitando à sua frente tudo quanto desejara tanto tempo! Mas à sua frente via apenas uma velha sucata, cheia de tudo quanto é indesejável: velhas máquinas, aparelhos, carros, tudo num tom negro e absorto numa atmosfera de trevas. Incapaz de acreditar naquilo que via, voltou atrás, fechou o portão e olhou de novo atrás dele. Viu novamente o belo do Jardim dos seus sonhos, só que desta vez, pela primeira vez, podia ver o seu rosto mergulhado nele. Era um espelho! Girou sobre si próprio e viu-se finalmente no Jardim da sua vida, o harmonioso espaço de amor, o espaço ideal para estar, para ser. E viu mais tarde que não estava ali sozinho! Havia muitas outras pessoas que se olhavam e que lhe disseram, seguras, que aquele Jardim era Deus!